segunda-feira, 16 de maio de 2011

Tintim e os Totós.

O segundo capítulo de As aventuras de Tintim do belga Georges Rémi Hergé tem, nos últimos tempos, vindo a ser novamente fustigado com acusações de racismo. A primeira edição foi em 1930 e em 1946 Hergé redesenhou todo o livro onde substituiu alguns dos quadradinhos mais polémicos já na altura.

Durante a sua carreira assumiu que a história foi criada quando vivia imbuído de um espírito burguês, numa sociedade preconceituosa e com ideais paternalistas em relação aquela que era na altura uma colónia belga.

Em 2007 a Comissão Britânica para a Igualdade das Raças pediu a proibição de novas publicações do livro acusando-o de defender e fomentar propósitos racistas. Outras vozes já exigiram a introdução de um prefácio onde deverá ser explicado o contexto temporal da obra juntamente com uma nota de desaconselho.

Na minha opinião, o livro e o próprio Hergé, (tal como todas as criações humanas), não podem ser postos em causa por comportamentos e hábitos que, como se sabe, mudam conforme a maré dos tempos (mas este será um tema a que voltarei muito em breve).

Aqui estão algumas imagens que, quanto a mim, fomentam as razões acima descritas.